Elmar Juan Passos Varjão Bomfim elucida que, durante décadas, construir no Brasil foi quase sinônimo de concreto armado. Barato, abundante e dominado por gerações de engenheiros, ele moldou o jeito como o país ergueu suas cidades. Mas a equação que sustentava essa preferência começou a mudar.
O tempo se tornou um recurso escasso e caro na construção. Obras que demoram significam capital imobilizado por mais tempo, operações que tardam a gerar receita e custos financeiros que corroem a margem do empreendimento. Siga a leitura e veja que as estruturas metálicas voltaram ao centro das atenções como resposta a uma pergunta cada vez mais urgente: como construir mais rápido sem abrir mão de qualidade?
O tempo virou o material mais caro da obra
Para Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a lógica financeira de um empreendimento mudou. Com o custo do dinheiro elevado, cada mês a mais de mão de obra pesa diretamente no resultado final. Um centro de distribuição que entra em operação seis meses antes começa a gerar receita seis meses antes, e essa antecipação muitas vezes vale mais do que qualquer economia no preço do material.
O concreto convencional impõe um ritmo próprio que é difícil de acelerar. A cura leva tempo, depende do clima e exige uma sequência de etapas que não pode ser comprimida indefinidamente. Por mais eficiente que seja a equipe, há um limite físico para a pressa quando se trabalha com formas e concretagem no canteiro.
Por que o aço ganha terreno sobre o concreto?
Como destaca Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a velocidade é o argumento mais visível, mas não o único. A precisão das peças fabricadas industrialmente reduz desperdício e retrabalho, dois vilões silenciosos do orçamento. Quando cada elemento chega ao canteiro com medidas exatas, sobra menos espaço para o improviso, que costuma atrasar e encarecer as obras tradicionais.

Há também a questão do espaço e do peso. Estruturas metálicas permitem vãos maiores com menos apoios, o que é decisivo em galpões logísticos e plantas industriais que precisam de áreas internas amplas e desobstruídas. A leveza do aço, em comparação ao concreto, ainda alivia as fundações e abre possibilidades arquitetônicas que seriam custosas de outra forma.
Precisão de fábrica, montagem de canteiro
A grande transformação trazida pelo aço não está apenas no material, mas no método que ele viabiliza. Ao deslocar a fabricação para a indústria, a construção se aproxima da lógica de uma linha de produção, com controle de qualidade, repetibilidade e prazos muito mais confiáveis do que os de um canteiro improvisado.
Como sugere Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, essa industrialização muda o perfil do canteiro de obras. No lugar de uma operação intensiva em mão de obra exposta ao tempo e ao improviso, surge um processo de montagem mais limpo, mais seguro e mais previsível. O trabalho pesado e impreciso dá lugar a uma operação de encaixe e fixação de componentes prontos.
O impacto vai além da velocidade. Um canteiro mais organizado gera menos resíduos, reduz acidentes e facilita o planejamento logístico, já que as peças chegam conforme a sequência de montagem. A obra deixa de ser um acúmulo caótico de materiais e passa a funcionar como uma operação coreografada.
O canteiro do futuro será mais leve
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim resume que a construção brasileira caminha para um futuro em que velocidade, previsibilidade e responsabilidade ambiental deixam de ser desejos e viram exigências. Num ambiente assim, as estruturas metálicas não vão simplesmente substituir o concreto, mas dividir o protagonismo com ele, cada uma ocupando os espaços em que rende mais.
O canteiro tende a ser mais industrializado, mais limpo e menos dependente do improviso. Quem souber combinar materiais e métodos com inteligência (e não por tradição ou preço isolado) terá vantagem num mercado que aprendeu a valorizar o tempo.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

