O Freio de Ouro é amplamente reconhecido como a principal competição do Cavalo Crioulo e, segundo o empresário e fundador Aldo Vendramin, seu significado vai muito além do desempenho esportivo. Trata-se de uma manifestação cultural que preserva tradições, valoriza a história do Rio Grande do Sul e conecta gerações de criadores, cavaleiros e admiradores da raça. Ao reunir provas funcionais e morfológicas, o evento mantém viva a essência campeira e reforça a identidade gaúcha no cenário nacional e internacional.
Tradição que atravessa gerações
Criado no final da década de 1970 pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), o Freio de Ouro nasceu com o objetivo de preservar as características funcionais e morfológicas do Crioulo. De acordo com Aldo Vendramin, a competição se consolidou como um ponto de encontro entre tradição e técnica, em que as habilidades do cavalo e a destreza do cavaleiro são apresentadas ao público com orgulho e respeito às raízes culturais do campo. Cada prova é um reflexo das atividades históricas realizadas no manejo do gado e no trabalho rural.

Cultura campeira em destaque
O Freio de Ouro é também uma vitrine da cultura campeira. As vestimentas típicas, a música nativista, a gastronomia e a hospitalidade gaúcha fazem parte da atmosfera do evento. Conforme frisa Aldo Vendramin, esse conjunto de elementos cria uma experiência que vai além do esporte, envolvendo o público em um mergulho na tradição e nos costumes do Sul do Brasil. O ambiente remete ao pampa, à vida no campo e ao respeito pela história dos que construíram essa identidade.
Impacto na preservação da raça Crioula
Ao manter critérios rigorosos de avaliação e selecionar apenas os melhores exemplares, o Freio de Ouro contribui para a preservação e o aperfeiçoamento do Cavalo Crioulo. Assim como aponta Aldo Vendramin, a competição estimula criadores a manterem padrões de qualidade que respeitam as características originais da raça, garantindo que sua rusticidade, força e inteligência continuem sendo transmitidas às novas gerações. Esse cuidado é também um ato de valorização cultural.
Conexão com a comunidade e o turismo
O evento movimenta não apenas o setor equestre, mas também o turismo e a economia local, especialmente durante a Expointer, em Esteio (RS). Visitantes de várias regiões do Brasil e de países vizinhos têm contato direto com a cultura gaúcha, participando de apresentações artísticas, degustando pratos típicos e conhecendo mais sobre a história do Cavalo Crioulo. Essa troca cultural fortalece o vínculo entre o esporte e a sociedade, ampliando o alcance e a relevância do Freio de Ouro.
Um símbolo de identidade regional
O Freio de Ouro representa um orgulho para o Rio Grande do Sul. A competição reafirma a importância do cavalo como parceiro de trabalho e como símbolo da vida no campo, reforçando valores como coragem, resistência e lealdade. Ao mesmo tempo, projeta essa identidade para o mundo, mostrando que o esporte e a tradição podem caminhar lado a lado na construção de um legado duradouro.
Conclusão
Mais do que uma disputa de habilidades, o Freio de Ouro é um verdadeiro patrimônio cultural gaúcho. Ao unir esporte, tradição e história, o evento mantém vivas as raízes campeiras e fortalece a imagem do Cavalo Crioulo como símbolo de identidade e orgulho. Com sua capacidade de preservar e celebrar a cultura, o Freio de Ouro segue inspirando novas gerações e reafirmando seu papel como um dos maiores ícones do Rio Grande do Sul.
Autor: Igor Blinov