De acordo com o superintendente geral Ian Cunha, a longevidade para líderes é um tema decisivo quando a cobrança vira rotina e o mercado não dá trégua. No curto prazo, a velocidade impressiona. No longo prazo, o que vence é a capacidade de manter padrão com menos desgaste e mais consistência. Muitas lideranças confundem intensidade com estratégia.
A intensidade pode até entregar um resultado pontual, porém tende a cobrar caro em atenção, humor e capacidade de julgamento. Tratar performance como maratona não é suavizar ambição, é proteger o que permite que a ambição continue existindo. Se você quer liderar com energia estável e decisões melhores, continue a leitura e reavalie o que está sustentando seu ritmo.
A diferença entre resistência e aceleração
A maratona não é sobre andar devagar. É sobre manter um ritmo que não destrói o motor. Liderança, nesse sentido, exige resistência mental e emocional, além de presença de espírito para decidir quando o cenário muda. À luz desse ponto, o problema do sprint contínuo é simples: ele torna qualquer imprevisto uma ameaça, porque não existe margem para absorver atrito.

Sob a ótica do empresário serial Ian Cunha, o líder que vive em pico permanente perde capacidade de leitura do todo. Como resultado, ele reage mais e antecipa menos. A empresa passa a operar com pressa, não com prioridade, e o time aprende a confundir urgência com importância.
Energia como recurso estratégico, não como detalhe pessoal
Energia é estratégia porque afeta qualidade de decisão. Decisões tomadas com exaustão tendem a ser mais impulsivas, mais binárias e menos alinhadas com o longo prazo. Conforme o desgaste aumenta, cresce a chance de aceitar atalhos, de ignorar sinais fracos e de subestimar riscos. Por conseguinte, preservar energia não é luxo, é governança.
Na visão do fundador Ian Cunha, líderes fortes entendem que clareza depende de condições mínimas para pensar. Dessa forma, a agenda deixa de ser apenas um amontoado de demandas e passa a refletir um critério: o que merece presença real e o que é ruído. Como consequência, o líder reduz o custo invisível da dispersão, que é um dos maiores inimigos da longevidade.
O custo invisível de ciclos de pico e queda
Muitos líderes vivem um padrão silencioso: aceleração, entrega, esgotamento, recuperação, recomeço. Esse ciclo parece normal porque é comum, mas ele reduz consistência e corrói confiança interna. A equipe nunca sabe se a semana será de estabilidade ou de explosão. Assim sendo, a organização passa a trabalhar em função do humor do sistema, e não do plano.
Como observa o CEO Ian Cunha, a queda de performance raramente acontece de forma dramática. Ela acontece por soma: sono ruim acumulado, alimentação desorganizada, falta de movimento, excesso de estímulo e pouca pausa real. Como resultado, o líder continua entregando, porém com menos precisão e mais irritação, o que contamina a comunicação e qualidade do ambiente.
Identidade de liderança que aguenta o longo prazo
Liderar por anos exige identidade, não apenas disciplina. Identidade é o conjunto de escolhas que se repetem porque têm sentido, não porque alguém mandou. A maratona pede um tipo de maturidade: fazer o essencial mesmo quando não há glamour, e sustentar padrão quando o entusiasmo não está alto.
No entendimento do superintendente geral Ian Cunha, essa identidade se fortalece quando o líder para de negociar o básico com a própria rotina. Como resultado, a liderança ganha previsibilidade, e previsibilidade reduz ansiedade do time. Em última análise, a empresa cresce com menos atrito interno, porque a direção é clara e o ritmo é confiável.
O que realmente sustenta a performance no tempo?
Longevidade para líderes não é um debate sobre “trabalhar menos”. É um debate sobre trabalhar com inteligência, mantendo energia, clareza e consistência por tempo suficiente para colher resultados de verdade. Portanto, performance é maratona porque exige ritmo sustentável, decisões melhores e uma liderança que não dependa de picos para funcionar. Quando o líder aprende a proteger o motor, a ambição deixa de ser uma corrida curta e vira construção.
Autor: Igor Blinov

