Como menciona Gustavo Morceli, CEO PETE, a robótica educacional em escolas públicas se tornou um tema estratégico porque une aprendizagem ativa, pensamento computacional e engajamento, mas também expõe gargalos que a rede precisa enfrentar com realismo. Se a sua secretaria ou escola quer sair do piloto e avançar com consistência, continue a leitura e veja quais desafios mais aparecem e quais soluções tendem a funcionar em redes maiores.
Currículo, progressão e o risco do projeto solto
Robótica educacional em escolas públicas perde força quando fica solta, sem progressão de aprendizagem. Por outro lado, ganha consistência quando se conecta ao que a rede já precisa desenvolver, especialmente em pensamento computacional, cultura digital e resolução de problemas. O Complemento à BNCC para Computação traz orientações e competências que ajudam a redesenhar esse percurso, favorecendo continuidade entre etapas e evitando repetições vazias.
Nesse cenário, segundo Gustavo Morceli, Fundador Hexa Smart, costuma associar escalabilidade a um critério direto: definir o que cada faixa etária deve ser capaz de fazer, e não apenas o que “vai montar”. Quando há clareza de progressão, fica mais simples escolher atividades, ajustar o nível de desafio e garantir que a experiência gere aprendizagem acumulativa.
Gestão de sala, inclusão e participação real
Robótica educacional em escolas públicas precisa funcionar para turmas numerosas, com níveis diferentes de familiaridade com tecnologia e com desafios de atenção e engajamento. Sob o olhar de uma escola inclusiva, a solução escalável não é aumentar a complexidade do kit, e sim organizar a prática para favorecer participação.
Como ressalta Gustavo Morceli, alguns elementos tendem a melhorar a experiência em redes públicas: papéis rotativos dentro do grupo, metas de aprendizagem bem definidas, tarefas com múltiplas entradas e formas de contribuição, e avaliação que valoriza processo, não só o protótipo final. Assim sendo, o estudante que não domina o “controle” ainda pode contribuir com registro, argumentação, desenho da solução e testes.

Aquisição, suporte e sustentabilidade do investimento
Robótica educacional em escolas públicas envolve compras, contratos e manutenção, mas o problema raramente é só orçamento. O risco está em investir em equipamento sem garantir suporte, reposição e orientação de uso, o que gera abandono após o entusiasmo inicial. Uma solução escalável tende a incluir critérios de sustentabilidade desde o início: disponibilidade de assistência, facilidade de reposição, documentação clara, capacitação e padronização mínima para reduzir variações entre escolas.
Nesse ponto, fornecedores nacionais podem contribuir ao oferecer suporte e manutenção no país e condições de custo mais acessíveis quando comparados a opções importadas, conforme descrito em apresentações institucionais do setor. Como destaca Gustavo Morceli, a rede pública precisa de rotina, não de exceção. Quando o suporte é planejado, o professor confia mais, a coordenação acompanha melhor e a comunidade escolar percebe continuidade.
Indicadores pedagógicos sem burocratizar a escola
Robótica educacional em escolas públicas precisa de acompanhamento, mas isso não significa burocracia. Em vez de medir apenas quantidade de aulas ou número de kits, redes maduras observam evidências simples e úteis: sequências aplicadas, portfólios de turma, registro de hipóteses e testes, participação dos estudantes e evolução de habilidades ao longo do ano letivo.
Em suma, robótica educacional em escolas públicas enfrenta desafios reais, como infraestrutura, formação, currículo e suporte, mas também tem soluções escaláveis quando a rede trabalha com progressão, rotina e previsibilidade. A robótica deixa de ser iniciativa pontual e se torna política educacional quando há desenho pedagógico, formação aplicada e condições de uso consistentes. Como resume Gustavo Morceli, escala não é multiplicar kits, é multiplicar aprendizagem com qualidade e continuidade.
Autor: Igor Blinov

